Séries que ando a ver

As séries são as telenovelas do século XXI. Na verdade a malta toda acha que tem muita, mas mesmo muita, escolha mas os algoritmos e a publicidade bem feita leva a que ande tudo a ver a mesmíssima coisa. Neste momento o Lupin já passou tal como a escolha livre do Squid Games. Já vi a última, a anterior não vi mas terei tempo se me der para aí. Não tem mal nenhum ver o que anda toda a gente a ver e eu muitas vezes gosto de não ser diferente, e fazer o que faz a maioria sem pensar muito na coisa, especialmente se a coisa for deste grau de desimportância. A palavra não existe mas defendo que devemos inventar as palavras se delas sentirmos falta.
Bem, voltando às séries, eu costumo ver as boas, as médias, as más e por vezes, vejo mesmo, coisas péssimas, é uma opção que tomei há muito. Também vejo as coisas que passam ao lado da maioria e noutros momentos quero exatamente o que todos querem.
Nos últimos tempo vi, ou ainda estou a ver:
Paz – Série que vejo através da RTP play, só foi disponibilizado um episódio por semana. Passa-se na Suíça pós segunda Guerra Mundial. É apenas mais uma abordagem de um tema muito batido, focada neste caso nas feridas que uma guerra abre e nas pessoas diferentes que queremos ser quando ela acaba.
Trótsky – Outra série da RTP Play que vi na modalidade um episódio por semana. São os russo a falar de si próprios, o que me agradou, estou cansada da versão americana. Fala da crueldade que é uma revolução e do quão sem medo têm que ser os que a fazem. Na verdade fala sobretudo da participaçao de Tróstki na revolução, na guerra civil e da contrarevolução de Estaline.
Perfume – Também na RTP Play a mais pesada das séries que aqui falo. É profunda, escrita a partir do famoso romance com o mesmo nome, levanta perguntas sobre o que faríamos se conseguíssemos manipular o mundo a partir do olfato. Todos procuram um porto seguro.
Voltar a casa – Uma das últimas séries portuguesas que dão semanalmente à quarta-feira, eu vejo sempre através da RTP Play. É uma série que roça a telenovela. É levezinha e eu às vezes gosto disso.
Método Kominsky – Série que vejo na Netflix. O poder do bom humor está aqui apresentado a par de um elenco de muitíssima qualidade. É leve e fresco mesmo quando os temas são o cancro, a morte ou a velhice.
Heróis Invisiveis – Série Filandesa sobre a ação de um assessor do embaixador da Finlândia no Chile aquando do golpe do Pinochet. O que somos realmente parece revelar-se quando so caminhos se tornam apertados. Fez-me pensar na ideia de que solidariedade é dar o que nos faz falta.
Rei de Varsóvia – Vi na Filmin os 8 episódios que falam de uma Polónia pré segunda guerra mundial do ponto de vista de um gangster que luta por manter o estado das coisas. Tem uma reviravolta que não me pareceu bem encaixada em termos de argumento. Viu-se.
Causa própria – Série Portuguesa da RTP Play que considero a melhor de todas as apresentadas aqui. O argumento é excelente embora deixe algumas pontas soltas, mas o melhor de tudo é a prestação do Nuno Lopes. Que desde já clarifico ser o meu ator preferido.
Crimes submersos – Coprodução portuguesa e espanhola que não sendo brilhante também não envergonha. Há muito a melhorar no argumento em que os bons são muito empenhados e remediados, e os maus são ruins como as cobras e ricos.
A rainha e a bastarda – Ainda só vi dois episódios que achei maus mas vou continuar a ver porque sou assim, dificilmente não levo até ao fim. Falas teatrais e argumento atabalhoado
E por agora chega.
Contem-me tudo sobre coisas mesmo muito boas que andem a ver, vá também podem dizer as assim-assim, são não digam é as más porque eu depois vejo.